quinta-feira, 5 de novembro de 2009

As variedades e o diagnóstico da enxaqueca.

Uma boa parte da população brasileira tem enxaqueca e as pessoas que a têm, descrevem-na como a pior dor de cabeça possível.
Há dois tipos principais de enxaqueca: a enxaqueca clássica, chamada de enxaqueca com aura na Classificação Internacional das Dores de Cabeça e, a enxaqueca comum, também conhecida como enxaqueca sem aura. É possível ter os dois tipos de enxaqueca: 70% das pessoas que têm ataques de enxaqueca clássica também têm ataques de enxaqueca comum.
Estas são normalmente semelhantes aos ataques clássicos porém, sem a aura.
Cerca de 1% dos pacientes com enxaqueca têm ataques de aura isoladamente, sem nenhuma dor de cabeça subseqüente. Nos dois tipos de enxaqueca, as dores de cabeça são normalmente numa metade da cabeça, mas podem ser ocasionalmente nos dois lados. Uma das características incomuns da dor de cabeça é que o lado pode variar. Um paciente, por exemplo, que normalmente tem ataques no lado direito da cabeça pode, em alguns ataques, ter o lado esquerdo afetado. A dor varia muito de gravidade, indo desde uma dor contínua e surda e até a um latejo insuportável.

Além da dor de cabeça, a maioria das pessoas sente-se doente e cerca de 75% acaba por vomitar. Poucas pessoas também sofrem de diarréia. Um ataque de enxaqueca dura de umas poucas horas até 72 horas e há um período livre de sintomas de ao menos 72 horas - normalmente maior - entre os ataques.

A enxaqueca clássica.
Esta é aforma mais dramática de enxaqueca, mas representa apenas cerca de 35% de todos os ataques de enxaqueca. A dor de cabeça, náusea e vômitos são precedidos por luzes piscando ou outros sintomas sensoriais. O ataque de enxaqueca consiste em quatro fases: o estado prodrômico (sintomas de aviso do inicio), a aura, a dor de cabeça e a recuperação.

Pródromos.

A maioria das pessoas não reconhece de início o estado prodrômico porque os sintomas são indefinidos. Algumas vezes, esses sintomas não reconhecidos por outros membros da família e, só mais tarde, pelo paciente. Os sintomas podem durar de 1 a 2 horas ou até 24 horas.

Aura.

A próxima fase é a aura, que dura de 10 a 60 minutos. O termo aura tem sido usado para descrever os sintomas que precedem a dor de cabeça de enxaqueca clássica. Uma variedade admirável de alterações visuais pode ser vivida durante a aura. A mais simples consiste de estrelas brilhantes, faíscas, lampejos, ziguezagueares ou padrões geométricos simples que atravessam o campo visual.
O paciente pode queixar-se de ver estrelas brilhantes na frente dos olhos, algumas vezes uma estrela mais brilhante que o resto, começando do canto inferior do campo visual e passando rapidamente através dele. Em outros momentos, a aura consiste de ondulações ou cintilar do campo visual ou mesmo de uma perda temporária da visão numa parte dele. Luzes ziguezagueantes semelhantes a um castelo fortificado (chamadas de espec-tros fortificados) também podem ocorrer. Sintomas sensoriais incluem formigamentos e comichões, que normalmente ocorrem em uma das mãos ou braços, ou ao redor da boca. A sensação de formigamento tipicamente começa nos dedos e espalha-se gradualmente para os braços num período de 15 a 20 minutos. Às vezes, há dificuldade de falar, confusão mental ou fraqueza no braço, mas esses sintomas não ocorrem tão freqüentemente.
Após 10 a 60 minutos esses sintomas remitem e são seguidos de dor de cabeça, náusea e vômitos. Se algum deles persistir por mais de uma hora você deve ir ao seu médico, uma vez que eles podem ser causados por uma situação de base mais séria.
Enxaqueca comum
Nesse tipo de enxaqueca o ataque é semelhante àquele da enxaqueca clássica, começando com o estado prodrômico, mas não há aura. Como o nome sugere, a enxaqueca comum é a forma mais comum e responde por cerca de 65% dos ataques de enxaqueca.


Dor de cabeça do tipo "Cluster".

Essa é freqüentemente confundida com a enxaqueca, mas difere da enxaqueca clássica e comum em vários aspectos. Ocorre em homens, mais do que em mulheres, começa geralmente em pessoas que estão nos seus 30 anos e é rara, afetando menos de 1% da população.
A dor de cabeça do tipo "cluster" é chamada assim porque tende a aparecer em surtos ("clusters"), cada um deles durando de quatro a oito semanas. O ataque se forma em poucos minutos, durando cerca de 45 minutos no total. Vários ataques podem ocorrer a cada dia durante o período do surto, tipicamente acordando o paciente do seu sono.
A dor sempre ocorre no mesmo lado da cabeça e cada surto e é sentida como uma dor grave ao redor do olho. Ela pode irradiar-se para cima do olho e das têmpuras, para o maxilar ou gengivas, para o mesmo lado ou, mais raramente, pela metade da cabeça. Quando a dor é grave, a pupila do lado afetado pode contrair, o olho fica avermelhado e lacrimeja e, ocasionalmente, a pálpebra cai. Alguns pacientes suam profusamente, particularmente no lado da face afetada. O nariz pode parecer congestionado e a pele daquele lado pode estar hipersensível. A dor deste tipo é tão forte e desconfortável que o paciente freqüentemente anda de um lado para o outro ou se balança para frente e para trás tentando encontrar maneiras de se distrair da agonia.
Essa dor excruciante pode ser pulsátil ou latejante, mas é normalmente descrita como uma queimação, cansativa, pinicante, em rasgo ou triturante. Durante um surto e entre os ataques, aárea ao redor do olho fica como se tivesse sido machucada.
Muitos pacientes podem ocasionar os ataques se beberem álcool durante um surto embora eles possam beber quando estão fora do período do surto.

Outras variedades de enxaqueca.

Existem outras variedades menos comuns de enxaqueca. Um tipo raro é a enxaqueca oftalmoplégica. Ela ocorre em pessoas jovens de 6 a 12 anos e, além das dores de cabeça, pode haver fraqueza dos músculos de um dos olhos. Num outro tipo - que os médicos chamam de enxaqueca basilar - tontura, desequilíbrio e dificuldade de falar podem estar associados a dor de cabeça. Um outro tipo raro é a enxaqueca hemiplégica. Nesta, há uma fraqueza recorrente de um dos lados do corpo. Muito freqüentemente, há uma história de ataques semelhantes em algum outro membro da família e a fraqueza, normalmente, é do mesmo lado.
Diagnósticos.
A enxaqueca é difícil de diagnosticar porque não há testes específicos para ela - o diagnóstico depende da história e do exame físico.perguntas relativas à freqüência, tipo, local da dor de cabeça e os fatores desencadeantes ajudam no diagnóstico. A enxaqueca, a dor de cabeça tensional e a dor muscular localizada tornadas como um todo representam 90% das dores de cabeça referidas para uma avaliação do especialista a partir dos médicos de família.
O diagnóstico é comparativamente fácil quando estas dores de cabeça ocorrem separadamente mas, quando duas ou mais ocorrem ao mesmo tempo, como freqüentemente acontece, fica bem mais difícil. Antes que os tipos raros sejam diagnosticados, todos os outros diagnósticos devem ser excluídos. Isto pode significar que você seja encaminhado a um neurologista pelo seu clínico geral.
Ele irá obter uma história detalhada e examinará você, assim como pedirá uma TC (tomografia computadorizada) ou uma IRM (imagem de ressonância magnética). Essas são maneiras especializadas e indolores de visualizar o cérebro e o crânio. Contudo, esses testes são muito caros e normalmente desnecessários, assim, eles só serão pedidos se o neurologista achar que são absolutamente essenciais.

Pontos centrais:

Há dois tipos principais de enxaqueca - enxaqueca clássica (35% dos ataques) e enxaqueca comum (65%) O ataque de enxaqueca clássica possui quatro fases: o estado prodrômico, a aura, a dor de cabeça e a recuperação.
A enxaqueca comum não tem a fase da aura. A dor de enxaqueca é normalmente na fronte e nas têmporas.
Ela é geralmente num lado só e pode ser grave. A dor de cabeça do tipo "cluster" (freqüentemente confundida com a enxaqueca) é sentida no olho e ao redor dele, algumas vezes irradiando-se para as têmporas, maxilar ou gengivas do mesmo lado. Não existem testes específicos para a enxaqueca - o diagnóstico depende da história e do exame do paciente.

Texto extraído do GUIA DA SAÚDE FAMILIAR da revista ISTOÉ de 06 de 2001.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

PREVENÇÃO EM CÂNCER

O que é?

Prevenção em câncer é reduzir a possibilidade do
aparecimento de qualquer tipo de câncer.

Exemplos de estratégias de prevenção são:
evitar contato com carcinógenos (substâncias que causam câncer), por exemplo, evitar o contato, sem proteção, com alguns solventes utilizados na indústria, para prevenir câncer de pulmão, orofaringe (boca e garganta) e bexiga.
modificar hábitos de dieta ou de vida que alterem uma predisposição genética a um determinado tipo de câncer, por exemplo, evitar o fumo (uso de tabaco) em qualquer uma de suas formas ou a ingestão de grandes quantidades de bebida alcoólica, para prevenir câncer de pulmão, esôfago e orofaringe;
evitar uma exposição ambiental que esteja relacionada a uma maior incidência de um determinado tipo de câncer, por exemplo, evitar a exposição ao sol nos horários em que os raios ultravioleta estão mais fortes, como das 10 às 16 horas, para prevenir câncer de pele.

Alterar o efeito de determinada substância sobre um determinado órgão que poderia estar relacionada a um determinado tipo de câncer, por exemplo, o uso de antiestrogênios, para prevenir câncer de mama.
tratar lesões pré-malignas, por exemplo, retirar lesões do colo uterino antes que se tornem malignas, para prevenir câncer de colo uterino.
Todas essas medidas são baseadas em vários estudos científicos, nos quais se observou ou se testou uma determinada atitude que se mostrou efetiva na diminuição do número de novos casos de câncer.

Estes estudos são muito difíceis de ser realizados não só pelo seu custo, mas também por dificuldades metodológicas específicas de se poder afirmar que determinado elemento está relacionado diretamente com a causa de uma específica doença. Porém, eles são muito importantes e extremamente proveitosos se forem comparados com o custo médico e pessoal que está envolvido no fato de uma pessoa receber o diagnóstico de que está com câncer.
AIDS (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida).

AIDS.
A AIDS é uma doença provocada pelo vírus HIV (vírus da imunodeficiência humana). Ele ataca e vai destruindo os mecanismos de defesa do corpo humano, provocando a perda da resistência natural que as pessoas possuem e permitindo o aparecimento de várias outras doenças.
Portanto, PREVINA-SE.

BEIJO.
Se você está a fim de ficar com alguém, fique.
Beije, abrace, amasse.
Beijo na boca. Beijo de língua. Isso não faz mal a ninguém.
O vírus NÃO se transmite através da saliva, do suor, das lágrimas, de picadas de insetos nem doando sangue.
Mas se o clima esquentar, não vacile... Meta a camisinha antes de qualquer outra coisa.

CAMISINHA.
O uso do preservativo, ou como é mais conhecido, a camisinha, é a única maneira segura de evitar a AIDS durante as relações sexuais.
Ela impede o contato direto dos órgãos genitais e suas secreções, impossibilitando a contaminação. Prefira as camisinhas que já vêm lubrificadas, pois apresentam menor risco de rompimento.
Se preferir, use a camisinha feminina, já a venda nas drogarias. CUIDADO com dentes afiados, unhas compridas, anéis e pulseiras. Eles podem furar a camisinha.

DROGAS.
Se você usar a mesma seringa que uma pessoa portadora do vírus usou, você poderá ser contaminado, porque o seu sangue entrará em contato com o sangue contaminado que ficou na seringa e na agulha. Uma picada apenas pode ser suficiente para infectar uma pessoa.
Se você abusa do uso de drogas, qualquer que seja, maconha, cocaína, heroína, ecstasy, ou mesmo o álcool, você também corre um grande risco:
DE FICAR DOIDÃO E ESQUECER DE USAR A CAMISINHA...

EJACULAÇÃO.
Não adianta dizer que na hora da ejaculação, ou seja, na hora em que você vai gozar, vai se controlar e tirar...
Porque aquele líquido que sai antes da ejaculação pode transmitir o vírus ou ainda só de haver a penetração já ocorrem pequenos ferimentos e há um sangramento que a gente não vê.
Mesmo sendo um casal que está junto há algum tempo, deve se conscientizar do uso da camisinha porque um dos dois pode ter pulado a cerca só uma vez, mas pode ter sido o bastante para se infectar ou infectar o parceiro ou parceira.
Não abuse da sorte. Depois, não adianta ficar se perguntando mas por que justo eu ?

FORMAS DE CONTÁGIO.
A gente só vai se contaminar se tiver contato com o sangue contaminado ou com secreções sexuais contaminadas pelo vírus.
No homem, o vírus pode estar no sangue, no líquido seminal que sai antes da ejaculação e no esperma.
Na mulher, ele pode estar no sangue, nas secreções vaginais, na menstruação e no leite.
Você corre um grande risco fazendo sexo anal, oral e vaginal sem camisinha ou usando drogas, compartilhando agulhas e seringas com seus companheiros.

GRAVIDEZ.
Durante a gravidez e no período de amamentação, a mulher pode transmitir o vírus da AIDS para o bebê.
A mulher infectada pelo vírus da AIDS deve evitar ao máximo a gravidez porque as chances da mãe infectar o feto são grandes. Mas, se já engravidou, o risco pode ser reduzido em 98% com o uso de medicamentos gratuitos durante a gravidez, no momento do parto, e associado, também, a administração da mesma droga ao recém nascido por 18 semanas, mas sempre com orientação médica.
A transmissão pelo leite materno pode ser evitada com o uso de leite artificial ou de leite humano processado em bancos de leite que fazem aconselhamento e triagem das doadoras.

HIV.
HIV significa vírus da imunodeficiência humana e é o vírus que provoca a AIDS.
A pessoa que foi contaminada pelo HIV é chamada soropositiva.
Uma pessoa soropositiva pode parecer perfeitamente saudável, mas pode transmitir a doença.
É que o vírus HIV possui um longo período de incubação, ou seja, apesar de estar contaminado com o vírus, o portador não apresenta nenhum sinal ou sintoma, nada que indique o seu estado e pode permanecer assim por vários anos sem que a doença se manifeste.

INFIDELIDADE.
A maior parte dos casos de mulheres infectadas pelo vírus são das que só tinham um parceiro e acreditavam também serem as únicas parceiras.
Pessoas bonitas, atraentes, de boa família, com boa posição social também podem ter AIDS.
Antes de agir com a cabeça de baixo, pense com a cabeça de cima e use camisinha em qualquer tipo de relação sexual.

JOVENS.
Nos últimos anos, o número de pessoas contaminadas pelo vírus da AIDS cresceu muito. E o jovem, que está no início de sua vida sexual, deve pedir orientação aos pais e educadores, sem medo de falar sobre suas dúvidas.
Você pode achar que sua dúvida é ridícula, mas quando pergunta, percebe que não é.
E para você que está iniciando sua vida sexual: crie o saudável hábito de usar o preservativo sempre.
Ele evita uma gravidez não programada, doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) e AIDS.

LUTA.
Não podemos desistir de lutar. Lutar para que possamos vencer a doença e não deixar que ela nos vença.
A AIDS ainda não tem cura, mas através da informação podemos curar o preconceito e o medo que ainda aflige a maioria da população.
Atualmente, a AIDS é uma doença tratável e com grandes possibilidades de controle.
Por isso, vamos à luta !!!

MANIFESTAÇÃO.
A AIDS se manifesta em razão do enfraquecimento das defesas do organismo, quando os germes aproveitam para invadi-lo.
Com o organismo enfraquecido, aparecem as chamadas doenças oportunistas que se desenvolvem.
A pessoa com AIDS, por estar com o organismo enfraquecido é mais vulnerável a pegar alguma dessas doenças e como o organismo já não consegue reagir como deveria, a doença se agrava e como consequência o doente pode vir a falecer.

NÃO...
O vírus da AIDS NÃO se transmite:
- Num abraço, beijo no rosto, beijo na boca, espirro, tosse, carinho, carícia, aperto de mão,
- Em assentos públicos, picadas de insetos, pias, piscinas, saunas, ônibus, elevadores;
- Dormindo no mesmo quarto, na mesma cama, usando as mesmas roupas e lençóis,
- Trabalhando no mesmo ambiente, frequentando a mesma sala de aula, teatro, cinema, academia de ginástica, restaurante;
- Doando sangue, utilizando material descartável.

ONDE FAZER O TESTE?
O teste anti HIV poderá ser feito nos Centros de Orientação e Aconselhamento Sorológico (COAS) que oferecem o diagnóstico sorológico da infecção pelo HIV de forma gratuita, anônima e confidencial.
Os indivíduos diagnosticados como soropositivos serão encaminhados a Unidades de Saúde de Referência para assistência e acompanhamento permanentes.
Para informações sobre endereços dos COAS em seu município,disque : 0800 611997. A ligação é gratuita e anônima.
Uma empresa não pode exigir teste anti HIV para admitir um funcionário. Se houver alguma discriminação por você ser soropositivo, faça um boletim de ocorrência numa Delegacia de Polícia.

PORTADORES.
Portadores ou soropositivos são chamadas as pessoas contaminadas pelo vírus HIV mas que não desenvolveram a doença e/ou não apresentaram sintomas.
Se não fizerem o teste, poderão passar a vida toda sem saber que estão contaminadas.
Embora a doença não se manifeste nelas, essas pessoas podem transmití-la caso não utilizem a camisinha.
Cuide-se. Quem vê cara não vê AIDS.

QUEIXAS PRINCIPAIS.
A maioria das pessoas se queixa de usar preservativo.
Ah, mas somos casados há dez anos, não precisamos usar.
Ah, mas é como chupar bala com papel.
Ah, mas na hora do "vamo vê" não dá tempo de meter nada antes.
Ah, mas se eu quiser usar, ele(a) pode achar que estou desconfiado(a) dele(a).
Converse com seu(sua) parceiro(a) sobre a importância do uso do preservativo.
E chega de Ah, mas, meta a camisinha, relaxe e tenha um bom Ah, Uh, mais...

RELAÇÃO SEXUAL.
Há três tipos de relação sexual: Vaginal, anal e oral.
Homem com homem, mulher com mulher ou homem com mulher.
Todos correm risco.
E se você pensa que sexo oral é seguro, está enganado(a).
Há risco para quem está com a boca no pênis, na vagina ou no ânus devido ao contato com a secreção vaginal, líquido seminal ou esperma.
Na frente ou atrás, tanto faz porque a melhor relação é entre você e o preservativo em qualquer contato sexual.

SEGURANÇA.
Algumas dicas para sua segurança:
- Não entre em contato com esperma, secreção vaginal ou sangue.
- Na manicure, certifique-se de que o material a ser utilizados foi desinfetado.
- Cuidado com facas, navalhas, tesouras, alicates de unha, bisturis em que haja resíduos de sangue. Esses objetos devem ser desinfetados
- Não utilize as mesmas seringas e agulhas utilizadas por outra pessoa
- Utilize sempre seringas e agulhas descartáveis.

TRANSFUSÕES.
Em caso de transfusão de sangue e seus derivados, certifique-se de que o mesmo foi testado para AIDS e outras doenças.
Se isso ocorrer, fique tranquilo(a). Não confunda transfusão de sangue com doação.
Transfusão de sangue é você receber sangue
Doação de sangue é você dar seu sangue.
Não tenha medo de doar sangue.

URGENTE.
Preste atenção em seu corpo. Se você ou seu(sua) parceiro(a) tiver na vagina, no pênis ou no ânus:
Verrugas, corrimento, coceira, mau cheiro, bolhas, feridas, ardor ao urinar ou dor na relação sexual, vocês podem estar com alguma DST (doenças sexualmente transmissíveis).
E essas doenças aumentam o risco de se contrair AIDS.
Se você tiver algum desses sintomas, procure urgente um Serviço de Saúde, porque as DSTs são tratáveis.

VÍRUS.
Vírus são seres muito pequenos que dependem de uma célula do corpo humano para sobreviver.
O vírus HIV, ao penetrar no organismo, escolhe as células do sistema imunológico, responsáveis pela defesa de nosso organismo.
Então essas células vão "morrendo" e o organismo não tem mais como se defender de outras doenças.

XÔ!!!
Xô, AIDS !
Agora que você está mais informado sobre a AIDS, já sabe o que fazer.
Previna-se para não ter que remediar, porque esse remédio pode custar caro...

ZERO.
Nota zero para quem já sabe de todas as informações e continua não se prevenindo.
Cuide-se, converse com seu(sua) parceiro(a) e previna-se.
Prevenir é DEZ !!!


Fonte: CD enfermagem Atlas de Anatomia
ABSCESSO DENTÁRIO
Abscesso no dente, dente infeccionado e/ou abscesso periapical.
O abscesso dentário ocorre quando o dente torna-se infeccionado. Há a formação de pus em uma pequena bolsa que se forma próxima à raiz do dente. O abscesso quase sempre se inicia na área central do dente e se dissemina para o osso adjacente.
O que ocorre no organismo?
Quando o nervo e os vasos sanguíneos, que se localizam dentro do dente (na polpa) começão a se deteriorar, isto leva as células a morrerem e a área se torna infectada com a presença de bactérias e toxinas que rompem os tecidos saudáveis formando pus. O abscesso dentário geralmente se inicia numa cavidade (cárie dentária), que se não tratada pode se estender para dentro da polpa do dente. Na maioria das vezes isto leva a dor de dente ou dolorimento nesta parte da boca. Embora a dor possa desaparecer, o abscesso permanece até que seja tratado. A segunda maior causa de abscesso dentário é o trauma. Este pode ocorrer devido a uma fratura por mordida em um objeto muito duro, mas trata-se de ocorrência rara, sendo a cárie muito mais frequente.
Quais são os sinais e sintomas desta doença?
1. Dentes sensíveis ao calor ou frio
2.Dor de dente que pode aparecer e desaparecer
3. Leve dor de dente
4. Dor de dente latejante
5. Piora da dor ao se deitar
6. Dor com a mastigação
7. Mau hálito
8. Febre
9. Edema ao redor do dente ou na mandíbula
10. Saída de pus na boca
11. Aumento das glândulas
12. Perda de apetite
13. Insônia ou sensação de indisposição geral
Quais são as causas e os riscos desta doença?
O abscesso dentário ocorre quando uma cárie compromete a área central do dente (polpa). Pode-se evitá-lo com o tratamento das cavidades formadas quando estas são pequenas. Uma vez que o abscesso dentário tenha se formado, é necessário o tratamento para conter o processo. O tratamento da raiz (canal) pode às vezes salvar o dente.
O que pode ser feito para prevenir esta doença?1
. Tratando-se das cáries na fase inicial.
2. Hábitos regulares de escovação e uso de fio dental.
3. Avaliação odontológica regular.
4. Evitar alimentos excessivamente açucarados.
Como esta alteração é diagnosticada?
O dentista pode diagnosticar através do exame do dente, reavaliando os sintomas, e ao Rx. Se o dente estiver sensível ao frio ou calor, o dentista pode prevenir o abscesso dentário tratando do problema na fase inicial.
Quais são os efeitos a longo prazo?
Se o dente com abscesso não for tratado, pode ocorrer a perda do dente ou algo mais grave, como infecção generalizada no organismo (bastante grave). Com o tratamento adequado, o dente pode ser salvo a e as complicações da infecção evitadas.
Qual o tratamento?
Existem dois tratamentos básicos para o abscesso dentário. O tratamento da raiz pode remover a infecção na maioria dos casos através da remoção do tecido infectado na parte central do dente. Às vezes é necessário cirurgia para a retirada do tecido infectado no osso ao redor da raiz e a colocação de uma coroa no dente. Caso a terapia da raiz do dente não seja bem sucedida, o dente geralmente tem que ser removido. Os antibióticos isoladamente ajudam temporariamente nos sintomas, mas sem o tratamento do canal ou a remoção do dente, o abscesso não estará permanentemente curado.
O que acontece após o tratamento?
Se o tratamento de canal ocorrer satisfatoriamente e o dente for adequadamente reparado, o tratamento dura indefinidamente. O problema também pode ser solucionado com a remoção do dente antes da infecção se disseminar para todo o organismo.
ABSCESSO
Abcesso, furúnculo, carvão vivo, carbúnculo.

O abcesso é uma coleção de pus nos tecido moles sob a pele, causada por agente bacteriano.

O que está acontecendo com o organismo?
O abcesso é uma coleção de pus causada por bactérias, principalmente a staphylococcus aureus, entretanto, também podemos ter como causa a presença de corpo estranho ou após ruptura de um cisto abaixo da camada da pele.

Quais são os sinais e sintomas da infecção?
Na maioria das vezes o abcesso provoca febre, vermelhidão, um abaulamento na pele, com presença de pus na sua extremidade mais externa.

Quais são as causas e riscos desta patologia?
O abcesso pode ocorrer em pessoas saudáveis, mas são mais frequentes em indivíduos com certo nível de imuno-supressão.

Como é feito o diagnóstico do abcesso?
Através de um exame clínico feito por um profissional da saúde.

Quais são os efeitos crônicos desta doença?
Após o abcesso haverá uma cicatrização do local, podendo acontecer novamente no mesmo local. Abcessos profundos podem se espalhar pelo corpo através da circulação sanguínea, atingindo outros orgãos.

Quais são os riscos para os outros?
Caso o abcesso seja causado por bactérias do tipo staphtylococcus aureus, ela poderá ser transmitida através de contato físico.

Quais são os tratamentos?
É necessário estimular ou drenar o pus para fora da cavidade onde ele se encontra. As vezes, se faz necessária a incisão (corte) feito com a lâmina de bisturi em cima do abcesso para assim, fazer a retirada do pus. Antibióticoterapia, também, é bastante utilizada.

Quais são os efeitos colaterais do tratamento?
Geralmente são devido ao uso de medicamentos, são eles: náusea, diarréia e reações alérgicas.

O que ocorre após o tratamento?
A cicatrização da ferida, podendo haver recidivas no mesmo local ou em outra parte da pele.
ABORTO SÉPTICO
Aborto infectado.
O aborto séptico ocorre quando uma infecção se desenvolve dentro do útero gravídico. Se não constatada a tempo, a infecção poderá se espalhar pelas estruturas adjacentes ou até atingir a corrente sangüínea.
O que acontece com o organismo?
Geralmente, a infecção pode ser prevenida pelo muco existente no colo uterino e também pelas membranas que envolvem o feto. O aborto infectado pode ser decorrente das próprias bactérias que vivem na vagina, por organismos de uma doença sexualmente transmissível mal tratada, ou por uso de materiais contaminados durante a curetagem. A infecção não tratada pode se espalhar pelo útero e atingir órgãos adjacentes. Se a infecção atingir a corrente sanguínea o indivíduo entrará em septicemia apresentando problemas que podem levar até ao óbito.
Quais são os sinais e sintomas da doença?
A mulher grávida pode apresentar: sangramentos vaginais intensos e prolongados, dor nas costas, desconforto pélvico, calafrios, febre acima de 38ºC, cólica ou dor abdominal intensa. Com o passar do tempo se não for tratada a mulher começará a apresentar sinais de choque com queda da pressão arterial, queda acentuada da temperatura corpórea, parada ou diminuição de urinar e falta de ar.
Quais são as causas e os fatores de risco da doença?
O aborto séptico normalmente ocorre devido: rompimento das membranas que envolvem o feto, por introdução de objetos ou produtos químicos no interior da vagina com intuito de provocar aborto.
O que fazer para prevenir?
Para diminuir os riscos de infecção, a mulher deve: fazer exames de controle de doenças sexualmente transmissíveis no primeiro trimestre de gestação. Se a mulher achar que abortou ou tiver abortado, ela deve imediatamente procurar o médico. Alguns sinais servem de alerta de que algo está errado como: sangramento vaginal acompanhado de cólica, saída de restos embrionários e coágulos.
Como é feito o diagnóstico?
Temperaturas acima de 38ºC acompanhadas de sinais e sintomas de abortamento séptico fecham o diagnóstico. Outras causas de febre como gripes, infecções urinárias devem ser descartadas. Um exame físico e ginecológico detalhado deve ser feito, podendo encontrar: sinais de peritonite que é inflamação ou infecção de uma membrana que envolve o abdome e a pelve, além de revestir os órgãos internos do abdome. Outros exames também podem ser feitos para ajudar no diagnóstico como: exame de sangue que apresentará aumento de glóbulos brancos; ultra-som pode encontrar restos fetais, feto morto ou ausência de feto no interior do útero; e, exames laboratórias de cultura podem detectar bactérias no útero ou na corrente sangüínea.
Quais os efeitos crônicos da doença?
A mulher fortemente doente apresentará sinais de choque séptico e falência cardíaca como: parada ou diminuição de urina, queda da pressão arterial, taquicardia, confusão mental e coloração acinzentada da pele. Isso pode levar a insuficiência renal, sangramentos generalizados por distúbios da coagulação, sendo difícil o controle do sangramento, podendo levar a morte do paciente.Se a infecção se espalhar para o abdome, outros órgãos podem ser infectados. Isso pode levar a formação de cicatrizes ou adesões teciduais que se manifestam como: dor pélvica crônica, obstipação intestinal, infertilidade devido obstrução da trompa de Falópio.
Quais são os tratamentos?
Medidas imediatas e agressivas são necessárias para evitar complicações sérias. Soro intravenoso mantém a pressão arterial além fazer com que a mulher volte a urinar , antibióticos intravenosos ás vezes são necessários para eliminar as bactérias e são usados até o desaparecimeto da febre. Após estabilização clínica deve-se realizar curetagem uterina para retirada dos restos fetais ainda presentes.Em casos graves, abscessos podem se formar nos ovários ou nas trompas, sendo necessária retirada do útero e outros órgãos acometidos.
Quais são os efeitos colaterais do tratamento?
Eles variam dependendo do antibiótico usado, podendo apresentar: reações alérgicas, diarréia, erupções na pele, infecções vaginais por fungo. A gentamicina, um antibiótico que pode ser usado no tratamento, pode causar danos renais e nervosos.
O que acontece após o tratamento?
A mulher pode se sentir cansada por semanas após a internação. Tomar diariamete vitaminas que contêm ferro ajudam na recuperação. Ela não poderá ter relações sexuais ou usar absorventes internos por pelo menos duas semanas, até que ela tenha seu retorno com o médico.Se o casal não desejar ter filhos, o casal ou a mulher devem usar métodos contraceptivos. Se a gravidez for desejada, o casal deverá esperar de 3 a 6 meses após o tratamento para tentar novamente. Se após um ano do tratamento a mulher não conseguir engravidar, exames devem ser realizados para verificar se houve comprometimento das trompas de Falópio. A mulher deve ficar aterta para sinais de depressão pois nestes casos a terapia ou uso de antidepressivos podem ajudar.
Como fazer o acompanhamento da doença?
Após o tratamento a mulher é orientada a procurar o médico se tiver febre, dor abdominal, sangramento vaginal, saída de secreções malcheirosas. As complicações tornam-se menos frequentes após 4 a 6 semanas do abortamento, podendo variar.
ABORTO INCOMPLETO
Aborto retido.
Aborto incompleto é quando o corpo expele apenas uma parte do tecido fetal.
O que está acontecendo com o organismo?
O aborto incompleto é muito comum no início da gravidez. Ocorre frequentemente devido a anormalidades cromossômicas fetais ou defeitos genéticos, que impedem seu desenvolvimento. Quando o feto e a placenta param de se desenvolver, os níveis hormonais caem e os sinais e sintomas gravídicos como: desenvolvimento das mamas, náuseas e cansaço, podem desaparecer. Na maioria dos casos, o útero começa a sofrer contrações, causando cólicas, desconforto e sangramentos vaginais contendo restos fetais . Se restos gravídicos permanecerem no útero, o colo uterino ficará aberto. Isto aumentará riscos de infecções e continuação do sangramento.
Quais são os sinais e sintomas da doença?
A mulher grávida pode apresentar: sangramento vaginal, cólica ou desconforto pélvico e saída de restos ovulares e coágulos pela vagina.
Quais são as causas e os fatores de risco da doença?
A mulher pode ter problemas na implantação do ovo, aumentando o risco de aborto se: apresentar malformação uterina, houver cicatrizes uterinas ou tumores benignos como miomas. Outros fatores que aumentam os riscos de aborto são: infecções virais no primeiro trimestre de gestação como: herpes, rubéola, infecção por parvovírus; infertilidade por mais de um ano; idade acima de 35 anos; e, problemas hormonais. Acima de três abortos consecutivos, chama-se abortamento habitual. Esta condição requer pesquisa detalhada das possíveis causas que estão levando a mulher a abortar.
O que fazer para prevenir?
Nem todos os abortos podem ser evitados, mas algumas medidas sendo tomadas meses antes e durante a gestação diminuem as chances de ocorrer. Uma dieta rica em ácido fólico, e uso de polivitamínicos ajudam a prevenir defeitos na formação do tubo neural, levando a um bom desenvolvimento nutricional do embrião. Outras medidas que também devem ser tomadas são: parar de fumar, não usar drogas, sendo elas ilegais ou não, mulheres diabéticas devem fazer controles de glicemia durante a gestação. Muitas vezes a mulher apresenta alterações hormonais que podem ser a causa do aborto. Se isso for detectado, deve-se fazer uma terapia hormonal para que posteriormente a mulher tente engravidar novamente. Como é feito o diagnóstico?Exames de sangue e de urina podem detectar o hormônio da gravidez HCG. O controle periódico dos níveis hormonais ajudam a fazer o diagnóstico. Através destes exames pode-se avaliar se o feto está se desenvolvendo. Níveis de HCG estáveis ou diminuídos sugerem malformação ou morte fetal. Se os níveis hormonais estiverem aumentando, significa que o feto está crescendo. Outros exames como: hemograma podem avaliar se está havendo sangramento além de controlar riscos de infecção; nível de progesterona é importante para manter o curso da gestação; ultra-som avalia movimentos fetais, batimentos cardíacos, além de diagnosticar gravidez ectópica que é a implantação do embrião fora do útero; exame especular que visualiza se o colo uterino está aberto ou se há restos embrionários no interior da vagina.
Quais são os efeitos crônicos da doença?
Os efeitos são variáveis. Existem muitos mitos que levam a mulher ficar ansiosa e se sentir culpada pelo ocorrido. Arrastar móveis pesados, se exercitar demasiadamente e fazer sexo durante a gravidez não impedem que a mulher tenha uma gestação saudável. Ela deve conversar com seu médico sobre seus sentimentos, preocupações e dúvidas que houverem sobre o assunto. Atraso no diagnóstico e tratamento pode aumentar os riscos de infecção, sangramentos, desenvolver sensibilidade do sistema Rh, infertilidade por lesão da trompa de Falópio, prejudicando outra futura gestação.
Quais são os tratamentos?
Dilatar o colo uterino e curetagem devem ser feitas para retirar os restos fetais ainda presentes no interior do útero. Antibióticos e drogas que aumentam a contratilidade uterina podem ajudar a parar o sangramento, podendo ser usados por 24 à 48 horas após curetagem. Se a mulher for Rh negativo, ela deverá tomar uma vacina de imunoglobulinas que impedirá sua sensibilização, prevenindo incompatibilidade sangüínea entre ela e o feto nas futuras gestações.
Quais são os efeitos colaterais do tratamento?
Efeitos colaterais da anestesia para realização da curetagem: sonolência, cansaço, náusea e vômitos. Os antibióticos e a drogas que ajudam o útero a se contrair podem causar: rush cutâneo, diarréia, alergias, dor de estômago e cólica abdominal.
O que acontece após o tratamento?
Algumas horas após a curetagem, a mulher pode voltar para casa, devendo permanecer em repouso por 1 a 2 dias. Ela deverá procurar o médico se: tiver febre, a cólica abdominal tornar-se mais intensa ou duradoura, o sangramento vaginal continuar intenso. O uso de métodos anticoncepcionais estão indicados se a mulher não quiser engravidar novamente. Se a mulher deseja engravidar, ela só poderá após dois a três meses do ocorrido. O casal terá 85% de chance de sucesso na gravidez após um ano do abortamento. Como a doença pode ser acompanhada?Controle dos níveis hormonais de HCG ajudam a prevenir os riscos de permanência de restos embrionários ou de gravidez ectópica se o sangramento ou as cólicas continuarem.